quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Mensagem de Natal

Caros Amigos
Estou a escrever-lhes para, em nome da Direcção dos DTT, lhes desejar, a vós e a toda a vossa Família, os melhores votos de um Bom Natal e de um Feliz Ano Novo.
No ano que está a terminar recebemos boas notícias da parte das nossas autoridades, relativamente ao apoio à diabetes, nomeadamente em relação à comparticipação na insulina lenta e nas bombas infusoras, reivindicações que os DTT, juntamente com muitas outras entidades, vinham a apresentar ao Governo desde há muito tempo.

Este é um motivo de alegria para todos e mostra como a união dos nossos esforços pode contribuir para uma melhoria da situação de todos.

Nesta altura, em que cesso as minhas funções como Presidente da Direcção dos DTT, quero aproveitar a ocasião para vos manifestar ogosto que tive em servir a Associação durante estes seus primeiros anos de vida e o orgulho que senti por vê-la crescer e afirmar-se como uma instituição dinâmica e activa, que está a fazer o bem a muitas pessoas.

Este sucesso deve-se ao trabalho, generosidade e competência de muitas pessoas, na Direcção da Associação, nos Núcleos e nas Unidades Hospitalares, que se têm dedicado com a maior generosidade a esta tarefa, em benefício das nossas crianças e jovens. Não quero deixar de agradecer a todos e de lhes pedir que continuem a contribuir com o seu esforço para manter a alegria dos nossos DTT, que é o factor da nossa maior satisfação e a única retribuição que procuramos.

Reiterando os melhores votos de uma boa temporada de Natal e de Festas, com muito bom controlo e alegria para todos, despeço-me com os meus melhores cumprimentos

O Presidente da Direcção dos DTT

Domingos Xavier Viegas

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Vitamina D e Diabetes - Jorge Loureiro

A toma de suplementos de vitamina D pode reduzir os riscos de mortalidade provocada por doenças como o Cancro ou a Diabetes, segundo um estudo que reforça a tese de que os antioxidantes têm um grande potencial terapêutico. Os médicos Philippe Autier, da International Agency for Research on Cancer (IARC) de Lyon, França, e Sara Gandini, do European Institute of Oncology em Milão, Itália, analisaram os resultados de 18 testes clínicos realizados antes de Novembro de 2006 com 57.311 pessoas com mais de 50 anos. Durante um período médio de acompanhamento de 5,7 anos, as pessoas que tomaram vitamina D apresentaram um risco de mortalidade 7% menor comparado com o grupo que tomou placebo, concluíram os investigadores, cujos trabalhos foram publicados pelo "Journal of the American Medical Association". Os resultados corroboram estudos recentes que indicam que deficiências em vitamina D aumentam o risco de morte por Cancro, Doenças Cardiovasculares e Diabetes, responsáveis por 60% a 70% das mortes nos países desenvolvidos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A diabetes em 2007 - Jorge Loureiro

Todo o bom e tradicional livro sobre a diabetes começa com a história da doença.

Aprende-se que se trata de uma patologia antiga, que Banting & Best foram os descobridores da insulina e muitas outras coisas.

Porém, é sabido que os conhecimentos sobre a diabetes experimentaram uma dramática evolução nos últimos anos, não só quanto aos mecanismos patológicos das doenças, mas também em relação às novas opções terapêuticas, todas elas desenvolvidas com base no próprio mecanismo fisiopatológico da diabetes.

Esta fantástica evolução nos conhecimentos foi fonte indiscutível de boas e más notícias.

Começando pelas últimas, sabe-se que embora com carácter controlável, a diabetes vem despontando como uma epidemia de graves proporções; a sua prevalência vem aumentando assustadoramente, como resultado, além do mais, do envelhecimento da população e das alterações negativas no estilo de vida.

Além disso, a doença tem-se manifestado em idades cada vez mais precoces.

Não existe, tanto quanto se sabe, um gene único que seja o causador solitário da doença, assim se frustrando o trabalho de muitos pesquisadores.

Os geneticistas acreditam, hoje, que um grupo de genes disseminados pelo genoma, em combinações variáveis e numa interacção complexa com factores adquiridos, levam ao aparecimento da diabetes e das suas complicações, cujo impacto varia de indivíduo para indivíduo.

Finalmente, tende a desaparecer a distinção clássica entre a diabetes do tipo 1 ou 2, sendo já reconhecida a do “tipo 1,5” (a diabetes auto-imune latente do adulto); têm-se diagnosticado muitos casos de diabetes tipo 2 em adolescentes e casos de diabetes do tipo MODY, onde existe uma alteração genética; surgiram, ainda, várias formas de intolerância à glicose, como as encontradas na gestação, ovário policístico e esteato-hepatite.

Entretanto, a evolução do conhecimento também trouxe boas notícias.

Por exemplo, são hoje compreendidos todos os aspectos fisiopatológicos das hiperglicémias e é possível conhecer os níveis de glicémia em qualquer momento, com tecnologias portáteis de ponta.

São compreendidas, também, as bases celulares da resistência à insulina que prediz, precede e caracteriza a intolerância à glicose.

Existem conhecimentos profundos do papel do pâncreas endócrino na diabetes e, também, do seu papel na perda progressiva ou abrupta da função das células beta.

São reconhecidos, cada vez mais, os efeitos das hormonas gastrointestinais no controle glicémico, bem como os efeitos nocivos da obesidade e do sobrepeso no controle da diabetes.

Estão avançados os estudos sobre os mecanismos de hipertrofia das ilhotas (neogénese vs replicação).

Estes novos conhecimentos resultaram em intensa actividade da indústria farmacêutica.

Por mais de meio século, os únicos tratamentos disponíveis para os estados hiperglicémicos foram as sulfas, a insulina e a metoformina.

Agora, as novas drogas procuram actuar nos múltiplos mecanismos fisiopatológicos do metabolismo glicídico.

Novas e excitantes estratégias estão a ser estudadas: por exemplo, a activação da glicoquinase, o bloqueio da acção do glucagon, o impedimento da reabsorção renal de glicose, o retardamento do esvaziamento gástrico, a insulina inalada e a oral.

A possibilidade de normalização da glicémia durante 24horas não parece longe e poderá ser alcançada em breve, um facto comparável ao conseguido com as estatinas, em relação ao colesterol.

Há, assim, que manter viva a esperança num futuro mais risonho.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Retinopatia diabética; prevenção - Jorge Loureiro

A diabetes pode desencadear sérios problemas oftalmológicos ao longo dos anos quando esta não é bem tratada.
Uma administração bem sucedida da doença requer um esforço conjunto.
Para evitar o aparecimento da retinopatia diabética, três importantes cuidados devem ser observados: fazer correctamente o controle glicémico; manter sob controle a pressão sanguínea; realizar o exame de visão anualmente.
A retinopatia é uma das complicações mais comuns e está presente tanto na diabetes 1 quanto na 2.
A doença é a principal causa da cegueira em idade laborativa.
Trata-se de lesões que aparecem na retina, podendo causar diversos sangramentos.
Neste ano, a Associação Americana de Diabetes terá como tema do Dia de Alerta Sobre Diabetes a retinopatia.
O evento será realizado no dia 5 de outubro, no IMO de São Paulo, Brasil.